Após perder a esposa 3 meses depois do casamento, por engano médico, marido alerta mulheres

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O casamento entre Leah e Ben Debono tinha tudo para dar certo, mas durou apenas três meses. A mulher, que vivia na Austrália, tinha 29 anos quando, uma semana após a cerimônia, foi avisada pelos médicos que não tinha câncer. Porém, ela estava com a doença.

Após quase um ano do falecimento, o viúvo conta a história dela para alertar sobre a doença e garante que a culpa é dos profissionais: eles não foram atentos o suficiente para diagnosticar e tratar o problema da esposa, que tinha melanoma, o tipo mais devastador de câncer de pele, que se espalhou pelos pulmões, fígado e cérebro.

Leah havia relatado os sintomas ainda em 2012, quando tinha 25 anos. Os médicos que analisaram a pinta em seu braço garantiram que não havia nada grave ali. Porém, depois que removeu a mancha, uma biópsia atestou que ela tinha um melanoma maligno em estágio quatro. Nesse meio tempo, a jovem conheceu Ben.

Ela, então, retirou a pinta e os nódulos linfáticos em 2013. Ainda que estivesse fora de perigo, foi alertada que a doença poderia voltar. Nos anos seguintes, Leah manteve os check-ups em dias, tendo se consultado pela última vez em outubro de 2016, um dia antes do casamento.

Após a cerimônia, a noiva sentiu enjoo forte e muita dor de cabeça, mas achou que estivesse grávida. Ela foi ao médico checar se tudo estava bem e, apesar de não estar esperando um bebê, o especialista afirmou que ela sofreu estresse pós-casamento. Mas bastou algumas semanas e Leah desmaiou no trabalho. No hospital, teve a revelação: o câncer havia se espalhado por todo o corpo.

“Ela me ligou e estava histérica. Como se ela soubesse imediatamente que algo estava errado. Na época do casamento, ela estava livre do câncer”, disse Ben. Apenas três meses após trocar alianças, Leah estava morta.

“Eu jamais imaginei que eu teria que enfrentar tudo isso. Eu estava com ela até o fim. Isso me deixa muito bravo de vez em quando, quando você pensa que tudo poderia ser diferente se certas pessoas tivessem tomado certas atitudes”, disse o viúvo. Ele pediu demissão do emprego e foi realizar o sonho que compartilhava com a esposa: conhecer a Austrália.

Com a ajuda de Ben, o Instituto do Melanoma, que pesquisa tratamentos para a doença, já arrecadou mais de 40 mil dólares.

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lysao

Publicitário, 25 anos.

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